Era uma vez um grupo de sindicalistas que estava procurando algo para fazer, não exatamente trabalho. Começaram a se infiltrar nas bases políticas de uma colônia que nunca deixou de exercer a sua vocação de origem, desde a sua descoberta: servir de fonte de exploração para seus colonizadores.
Sintonizado com as carências, anseios, desejos dos seus habitantes, este grupo foi moldando os seus discursos, como sacerdotes de uma seita salvadora, e rapidamente aliciaram um rebanho temente e fiel, entusiasmado e vibrante.
Pouco a pouco, este grupo foi fincando raízes, amealhando defensores aguerridos e combatentes, intelectuais, estudantes, operários, até tomarem o controle da colônia.
Empreenderam medidas populares, estenderam seus tentáculos em posições estratégicas, mas para isso foram obrigados a fazer alianças com vários dos seus alvos de ataques, do início.
E para solidificar este controle de maneira definitiva, criaram fontes financeiras que compravam esse domínio, com uma rede de corrupção e desvios de verbas governamentais nunca antes visto na história dessa colônia.
Como nada dura para sempre, e sempre existirão falhas quando o volume se agiganta, parte desse esquema mal intencionado e divergente de sua origem ideológica ficou exposto, fazendo com que fundadores desse grupo começassem a se desligar da cúpula e de suas fileiras. Enquanto outros, que se identificaram com a forma de operação se alistaram na quadrilha ocupando cargos de direção, fornecedores, transformando a colônia em um autêntico circo. Dos horrores para uns, das mamatas para outros.
Assim, a trupe dos palhaços se apossou da direção do circo, do caixa da bilheteria, contaminando a plateia que festejava a contribuição feita pelo grupo de permitir o acesso dos menos favorecidos a ter uma cadeira próxima do palco.
Em alguns anos, estava tudo dominado, e o palhaço que era só um ladrão de mulher passou a embolsar tudo o que estava à mão. E a trupe só foi aumentando e ganhando novos integrantes: Caranguejo, Nervosinho, Viagra, Comuna, Jacaré, Escritor, Bruto, Gafanhoto, Lasanha, Nelore e por aí a fora, cada um com o seu codinome. Um palhaço mais voraz que o outro.
Até que a providência divina se juntou ao sentimento instintivo de autopreservação, ou o “tirar o seu da reta”.
Um Lava a Jato se instalou nos bastidores do Circo, gravou palhaços confabulando novas ações, novos roteiros de batidas de carteiras. Os palhaços pegos com a boca na botija resolveram dar com a língua nos dentes e, pela primeira vez após muitos anos, fizeram sorrir a maior parte da plateia que não estava achando graça nenhuma no que estava sendo apresentado no palco.
A trupe sentiu o golpe e deu início à maior palhaçada já vista no Circo.
Começaram chamando de Golpe uma ação que segue no trâmite da justiça, dentro do que prevê a Constituição em vigor no Circo. Discutem a forma de como as gravações foram feitas, sem levar em conta a autorização dada pela justiça, mas não comentam e nem argumentam o conteúdo dessas gravações. Tentam colocar como Ministro alguém que está sendo investigado criminalmente. Trocam o Ministro da Justiça para que ele coloque em cheque injustamente o trabalho árduo da Polícia Federal. E ainda alegam que estão defendendo a Democracia. Talvez seja o tipo de democracia que é praticada em países modelos para eles, como Cuba, Venezuela, Bolívia.
Chamam de golpe uma ação de Impeachment prevista em lei, e que só será executada se for aprovada pelo Congresso, Senado, como dita a lei, sob às vistas do STF. E, como última cartada, um novo Pimentinha contratado, entra com esta anulação sem nenhum fundamento.
É muita palhaçada! Muita vergonha. Muito circo.
Ainda corremos o risco de hoje ter marmelada? Garanta o seu nariz.

Anúncios