2016 Dominó Art smNos dias de hoje, nada está seguro, nada está eterno. Mesmo que uns muitos ou poucos acreditem que sim. Mesmo que tentem defender o indefensável.
Passamos anos vendo e não vendo a sujeira ser jogada para debaixo do tapete. E bastou um puxar o tapete para o que era soturno se mostrar.
Já estava escrito, já estava previsto, por todas videntes, pelas cartomantes.
Não é questão de ser destro ou canhoto, até porque, a direita e a esquerda servem ao mesmo corpo. Ficar instigando o cérebro para valorizar um lado mais do que o outro é coisa das forças ocultas que administram pelo conflito.
Ninguém inventou a corrupção, a ganância, a sede pelo poder, elas existem como efeito colateral do barro usado para moldar o primeiro ser. O que extrapolou foi construir uma plataforma profissional de uso com o único objetivo de sacramentar uma engrenagem capaz de tornar o poder eterno. Um projeto de poder e nunca social.
Os argumentos de “já roubavam antes”, “isso é herança do…”, “estão preparando um golpe”, “quem vai ficar no poder se tirarem…”, “não levam em conta o que foi feito pelos excluídos”, “isso é fascismo verde-amarelo que empurra o impeachment goela abaixo da democracia”, “manobra da mídia dominante que engana e embota o poder crítico das pessoas”, e mais uma centena de frases feitas, desgastadas, corroídas, contaminadas de arrogância e falta de suporte crível, não cola mais. É muito bla, bla, bla e pouco conteúdo. Muita vontade de confronto e pouca disposição de consenso.
tudo nas cartas, em todas estrelas, não em uma só.
Se vem pela esquerda ou pela direita, não importa, vem sempre de uma elite, social ou sindical, o povo mesmo, aquele que serve de bandeira, dos generosos que falam “em nome” dele, continua lá, por baixo, pagando as contas, bancando as falcatruas. E vão surgir os que lutam contra a ditadura militar, e depois, os que lutam contra a ditadura do proletariado. Que não passam de ditaduras, nunca democracia.
Se antes houve um Figueiredo que prezava mais o cavalo do que o povo, hoje existe um Figueiredo de saias, que preza mais a doutrina do que a verdade. Sem vocação política nem de expressão, nem administrativa, e no fim não tem jeito, quem não é competente, não se estabelece.
No fim, fizeram do jogo político um Fla x Flu de forma intencional, para as paixões se sobreporem ao debate político, para que o calor do embate, fritasse a verdade, batesse a carteira da razão. E, com os ânimos nos extremos, defenderem os seus ladrões como melhores do que os dos outros.
Antes de pensar com quem vai ficar o poder, ao ser feita a faxina, é preciso exigir que os réus faltosos sejam punidos, independente dos partidos, afinal, quem tem bandido de estimação não tem direito a dar opinião.
Tenha paciência, Deus está contigo, pode ser que até o pescoço, por permitir que passemos por um momento como este. Que outros lá atrás já passaram. Eram outros personagens, outros “reis”, mas cartas do mesmo baralho deste jogo de azar que nos faz rodar, perder, ganhar, nos faz aprender a jogar.
Nada diferente, nada anormal.
Cai o rei de espada, cai o rei de ouros, cai o rei de paus, cai, ficamos nós.

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