CampiMulherQuando corro meu dedo fazendo trilhas em seu corpo, procuro o ponto que a toca e acende, e neste momento de intimidade silenciosa, sua pele grita num arrepio de querer sinalizando que cheguei onde precisava para saciar meu amor de prazer.
Durante séculos, o receio dos homens com a força íntima das mulheres fez com que eles tentassem de todas as formas calar esse poder que os arrebatam e amedrontram, fascinam e escravizam.
É algo natural, talvez uma porção de um tipo de barro que era de outro planeta e que a sabedoria Divina ardilosamente, matreiramente, incluiu na fórmula de sua concepção para eternizar um domínio que o homem tolamente luta contra.
Desde de o início, quando as puxavam pelos cabelos, sem se dar conta que o caminho que eles percorriam era ela quem traçava mentalmente, até os dias de hoje, o mundo é comandado, gerido pelas mulheres. De forma tácita ou escancarada, depende de onde ela quer chegar, a verdade é que nos fazem de gato e sapato, aliás, dois artigos que elas amam colecionar.
Elas geram a vida, e por isso, o Dia das Mães tem mais força que o dos Pais, tanto no comércio quanto na família, independente da pequena contribuição de semeador que o sexo masculino se vangloria. É no seu interior que a vida ganha forma, se aconchega e se prepara para encarar esse mundinho pseudamente comandado por homens. É do seu interior que a vida se alimenta, enquanto ganha condições de se virar por contra própria.
Débora, Ester, Sara ou Rute já mostravam, desde os tempos bíblicos, que as mulheres são multifuncionais, talento só parcialmente imitado pelas impressoras dos tempos de hoje.
Foi em um protesto conhecido como “Pão e Paz”, em 1917, que este dia 8 de março se tornou o dia delas, no mundo todo. Por volta de 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra. Nessa época, no Brasil, nos EUA, na Inglaterra, Portugal, nem direito a voto elas tinham na escolha dos machos que ascendiam ao poder, e que tinham uma mentora por trás a dar suporte. O primeiro país a permitir o voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1883, o Brasil só em 1932, Portugal, de forma irrestrita, só em 1974. Parece piada.
Pão e Paz, só as mulheres para levantar uma bandeira como essa.
Impedir o direito de escolha, só os homens para tentar calar aquelas que eles temem, e amam ao mesmo tempo, dessa forma. E quando não conseguem rebater com argumentos, rebatem com agressão fazendo uso de sua natural vantagem física. A ponto de em pleno século XXI ser ainda preciso campanhas de combate às discriminações e violências morais, físicas e sexuais contra as mulheres.
Mulher, mulher… a gente se perde em suas curvas, viajamos em seus desejos, sujeitamos aos seus caprichos, veneramos sua capacidade de amar, adoramos os seus perfumes, nos rendemos aos seus encantos.
“Mulher, mulher… sou forte mas não chego aos seus pés”.

Anúncios