CampiAcreditarA vida é feita de pequenas decisões, talvez a mais importante seja esta: acreditar, ou não?
Cientistas constataram que o nosso cérebro já vem programado para crer. E esse crer envolve uma série de alternativas que a gente escolhe de acordo com o ambiente em que vivemos, com os estímulos que temos, até mesmo com a nossa genética, afirmam alguns pesquisadores.
Quando racionalizamos assim, o crer fica estranho, talvez porque ele vem sendo sistematicamente confrontado com a razão. Ciência e fé se opõem?
A verdade é que nascemos com a razão e com a necessidade de acreditar.
Acreditar antes de mais nada que não estamos aqui por mero acaso.
Acreditar na gente, antes de tudo, e se tiver alguém que não acredita, desacreditar imediatamente nesse alguém.
Acreditar que dias melhores virão. Acreditar que não há mal que sempre dure, acreditar que alguém olha por nós e por isso, apenas isso, não há o que temer.
Acreditar nos mantém vivos e dispostos, não é de se estranhar que o nosso HD tenha esse tipo de programação. E aí, você pode acreditar em horóscopo, tarô, astrologia, ETs, outras dimensões, no destino, sonhos, espíritos, em Deus.
No fundo, o que importa é que você acredite em algo, que não seja em Deus, mas em uma inteligência maior. Ou nem em isso, que seja algo concreto, visível, como você.
Comece por acreditar que o que nos machuca mais é a expectativa que criamos, por qualquer coisa, momento, situação. A expectativa de, ao fazermos o bem termos o direito integral da reciprocidade, que esse ato para algo ou alguém irá retornar com a mesma intensidade. Não é verdade, acredite. O fazer o bem deve satisfazer a nós mesmos, em primeiríssimo lugar, e a reciprocidade que esperamos está exatamente na energia que este bem provoca e que acaba por nos alimentar. Quem recebe, pode ou não se dar conta, pode ou não reconhecer, pode ou não agradecer. Mesmo que sem estar fazendo por essa razão, mesmo que tentemos não pensar no retorno, a gente acaba criando essa expectativa e a chance de nos magoarmos existe, e não é pequena. Melhor não esperar, melhor apenas curtir o fazer, já existe aí um prazer maior do que qualquer reconhecimento.
Da mesma forma termos a expectativa de conquistar alguém, como companhia, para a vida toda. Ou a expectativa de não termos mais nenhum tipo de problema, esqueça, estamos aqui exatamente para enfrentarmos problemas, e a ideia é buscar superá-los. Nada contra a vontade de conseguir superar todos as adversidades, otimismo é bom, mas alguém já disse que o importante é competir, sem desistir, jamais.
Alguém pode dizer, “mas então estamos aqui para sofrer?”.
Claro que não. Mas ao criar essa consciência, o sofrer muda da intensidade e de poder de destruição. Se acreditamos que o acaso não existe, se acreditamos que fazer o bem é o nosso melhor combustível, se acreditamos estarmos fazendo o melhor que podemos, estamos alinhados com o nosso Eu maior. O resto, não importa, acredite!

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