As coisas podem ser simples, mas parece que a gente tem uma tendência para complicar. Porque ao complicar, as coisas ficam mais difíceis e assim, são mais valorizadas, e o nosso ego fica satisfeito. É como se a gente tivesse que sofrer para se sentir vivo, algo do tipo “Sofro, logo existo”.
No fundo, basta responder sim ou não, e todos as nossas questões se resolvem, simples assim. O próprio computador que permite que você leia este texto, nasceu deste princípio, Sim ou Não. Para cada comando cumprir com o seu desejo, cada bit responde antes a pergunta: Sim ou Não? E com a resposta você abre o programa, acessa a foto, o site, o que for.
Na essência, este princípio rege todas as nossas atitudes, todas as nossas escolhas, sem exceção.
Vou ao supermercado? Sim.
Pela rua tal? Não. Mas por essa rua, eu passo na banca de jornais. Então Sim.
E de sim e não vamos decidindo tudo que surge pela frente, camisa nova? Sim. Bacon no café da manhã? Não. Anda sozinha, sem namorado? Sim. Pretende encarar um novo relacionamento? Não! Algumas coisas a gente se dá conta dessa premissa, outras já entraram no modus operandi automático, nem percebemos que respondemos uma pergunta prévia, apenas fazemos.
Dar a tarefa de escolher entre Sim e Não para uma máquina, e assim seguir em frente, sem receios ou embromações, é fácil, por isso o computador deu certo.
Para um ser humano, decidir entre duas coisas é tarefa árdua, muitas vezes impossível, mesmo as mais banais, se pela esquerda ou direita, se preto ou branco.
Nessas horas, a opção escolhida é por criar novas alternativas, como o “pode ser”, o “talvez quem sabe” ou ainda um “que tal as duas?” e é quando a coisa complica. Se a dúvida for na cor do vestido, da camisa, as consequências não são maiores, e neste caso, a rapidez da resposta depende de um fator determinante: homem ou mulher?
Se for homem, a escolha é entre o preto, branco, vermelho, verde, azul ou amarelo. Se for mulher, demora um pouco mais, porque além dessas entram o turquesa, salmão, pink claro, pink vibrante, azul céu, azul noite, verde floresta, enfim, vocês já perceberam.
Sim ou Não. Parece simples, e é. Mas dar um passo, por menor que seja, com a nossa mente decidindo, não é tarefa fácil. Ela está sempre em busca da segurança, da melhor opção, da mais correta para você, mas muitas vezes acaba levando em conta os que estão à sua volta, o que vão pensar, como você vai ser visto. Parece simples, basta responder sim ou não, e seguir. Não, não é.
No mundo, são várias as dualidades, vida e morte, luz e trevas, masculino e feminino, céu e inferno. Se opõem, e por que não, se completam.
Sim ou Não. Ao escolher, você assume um lado e aí defende a sua razão. Mas hoje em dia, com essa vida tão corrida, cheia de conflitos, dualidades, chega uma hora que a questão é: você quer ser feliz ou ter razão? Sim ou Não? Talvez.

Anúncios